Aumentar a segurança alimentar e a renda familiar através dos Clubes de Agricultores

Meio Ambiente e Agricultura Sustentável

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Agricultores, produtores e pescadores foram treinados em agricultura, processamento e pesca sustentáveis.
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dos agricultores do projeto Clubes dos Agricultores de Nhamatanda aumentaram a renda anual quase 300% antes do ciclone Idai.
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familiares que se beneficiam diretamente com esses programas, melhorando os meios de subsistência, aumentando a renda e mais resilientes

Em Moçambique, 3,800,000 pequenos agricultores apoiam a subsistência de cerca de 25,000,000 pessoas, o que representa aproximadamente 80% da população. A maioria dos pequenos agricultores aplica técnicas agrícolas tradicionais, carecem de assistência técnica, de infra-estruturas básicas e têm um acesso limitado aos mercados. Nos últimos anos, a sua situação tem sido ainda agravada pelo impacto das alterações climáticas, incluindo secas, inundações e a ocorrência crescente de fenómenos meteorológicos extremos, como os ciclones tropicais. O resultado é que a sua produtividade é baixa, as perdas pós-colheita são elevadas e, consequentemente, a segurança alimentar é comprometida.

A agricultura de subsistência – forma predominante de agricultura em Moçambique – raramente evolui para uma opção economicamente viável de rendimento extra. Isto, por sua vez, perpetua o ciclo vicioso da pobreza nas zonas rurais e torna a segurança alimentar do país altamente volátil.

Para responder a estes desafios, a ADPP Moçambique adoptou uma abordagem inovadora para ajudar os agricultores, o modelo “Clubes de Agricultores”, desenvolvido pela HUMANA People to People, e concebido para apoiar os pequenos e médios agricultores na transformação da agricultura e também de outras cadeias alimentares, como as pescas, em sectores competitivos e sustentáveis que aumentem a segurança alimentar e o rendimento das famílias rurais em Moçambique.

Esta abordagem permite aos pequenos agricultores organizarem-se em grupos (clubes), proporcionando formação regular e demonstrações práticas no terreno, seguidas de formação sistemática por instrutores da ADPP durante o curso do programa. O modelo é flexível e adaptável às condições locais. Os clubes permitem que os agricultores trabalhem em conjunto para enfrentar os vários desafios que enfrentam, incluindo a promoção da igualdade entre homens e mulheres na agricultura, o reforço da capacidade para práticas agrícolas sustentáveis, a formação de pequenos agricultores para migrarem da agricultura de subsistência para a agricultura comercial. O modelo também reforça o acesso dos agricultores aos mercados e ao financiamento.

O objectivo dos Clubes de Agricultores é dotar os agricultores das competências e conhecimentos necessários à adopção de várias técnicas agrícolas sustentáveis. Entre estas, destacam-se as “Técnicas de Agricultura de Conservação” que melhoram a gestão e utilização do solo e do ambiente, mitigam o impacto das alterações climáticas e os efeitos negativos do aquecimento global para garantir a segurança alimentar no presente e no futuro.

Os agricultores recebem também formação para melhorar as instalações de armazenamento doméstico e a transformação em pequena escala dos produtos agrícolas. A abordagem da ADPP ao agronegócio e às ligações de mercado inclui a sensibilização e a capacitação dos agricultores em todos os aspectos da cadeia de valor agrícola e o mercado.

O primeiro Projecto dos Clubes de Agricultores foi lançado em Moçambique em 2004. Desde então, a ADPP implementou o programa em várias regiões do país com vários parceiros seleccionados, tendo atingido um total de cerca de 33.000 pequenos agricultores, incluindo produtores e pescadores.

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